A ortodontia é responsável pelo diagnóstico, prevenção e tratamento das irregularidades dentais e faciais.

O nosso trabalho e dedicação visam à harmonia entre dentes, lábios e ossos maxilares levando a um equilíbrio facial adequado.

O correto alinhamento dentário contribui para uma melhor mastigação considerando o contato adequado entre os dentes superiores e inferiores.

Quando os dentes encontram-se sobrepostos a higiene oral inadequada provoca o aparecimento de cáries e doença gengival. Portanto, estando os dentes bem alinhados torna-se muito mais fácil o seu cuidado.

 


Atualmente, a aceitação do tratamento ortodôntico por algumas pessoas depende da estética que o aparelho poderá oferecer, por isso novos aparelhos têm sido desenvolvidos para que a aparência durante esta fase seja a mais natural possível.

1. Os braquetes estéticos podem ser usados para corrigir a maioria das más oclusões e são ideais para aqueles que ainda não procuraram tratamento ortodôntico devido à suposta aparência antiestética que os aparelhos metálicos comuns possam causar.Existem também aparelhos alinhadores transparentes e removíveis, que podem ser usados para corrigir alguns problemas que antes só poderiam ser corrigidos com os aparelhos fixos.

2. O paciente só remove o aparelho para comer, escovar os dentes e passar o fio dental.

3. Apesar de custarem um pouco mais que os aparelhos metálicos, e não serem recomendados para os casos mais severos, como a necessidade de extrações dentárias ou cirurgias os aparelhos estéticos são a solução para que os resultados desejados sejam alcançados de uma maneira muito mais discreta.

4. A procura pelo ideal de beleza tem crescido exponencialmente, promovendo o desenvolvimento técnico da Odontologia. A indústria coloca à disposição materiais com características estéticas sofisticadas, fornecendo vários recursos para que o profissional possa reproduzir, com perfeição, os dentes naturais.


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s más oclusões se caracterizam pela alteração na normalidade da posição dentária ou esquelética (maxila e mandíbula). Estas podem ser causadas por vários motivos, dentre os quais a respiração bucal e os hábitos de sucção digital ou de chupeta e podem aparecer em qualquer fase de desenvolvimento da dentição. Um problema muito encontrado é a atresia do arco superior, ou seja, quando a maxila se encontra mais estreita do que o normal.

1. Nas figuras pode-se observar uma maxila bastante estreita e, muitas vezes associada à Mordida Cruzada Posterior, que se caracteriza pela relação errada dos dentes posteriores (os superiores estão por dentro dos inferiores).

2. Este tipo de problema deve ser tratado o mais cedo possível, para que os dentes e os ossos se desenvolvam normalmente. O tratamento pode ser realizado com aparelhos removíveis ou fixos, que liberam forças para “aumentar” o tamanho da maxila. O tipo de aparelho dependerá da idade, da colaboração do paciente e da preferência do profissional. Os exemplos ilustrados (placa com parafuso e bihélice) são para a Expansão Lenta da Maxila, uma vez que produzem forças suaves e a resposta é mais demorada.

3. Outro tipo de aparelho fixo bastante utilizado para expandir a maxila é o Aparelho Tipo Haas que promove uma Expansão Rápida da Maxila, uma vez que libera forças extremamente altas em um curto espaço de tempo.

4. Esta Expansão Rápida da Maxila causa a abertura da sutura palatina mediana, separando a maxila em duas partes, como pode ser visualizado no desenho esquemático de uma radiografia. Clinicamente visualiza-se esta abertura pelo diastema entre os incisivos centrais superiores, que freqüentemente se fecha em 2/3 meses.


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O tratamento ortodôntico após a sua finalização requer o uso de um aparelho, cuja função é manter os dentes em sua nova posição. Esta fase pós-tratamento ortodôntico é chamada de Fase de contenção. Convém lembrar que esta fase é instituída não apenas na finalização da Ortodontia corretiva, mas também no tratamento interceptativo das más oclusões como, por exemplo, após as expansões maxilares.

1. Após a remoção do aparelho fixo os dentes apresentam um grande potencial de voltar à sua posição inicial. Quanto maior tenha sido a sua movimentação durante o tratamento, maior será esse potencial.

Dessa maneira as contenções serão os dispositivos que permitirão que os dentes se acomodem em sua nova posição no osso de suporte de uma maneira natural e saudável. Portanto, é muito importante utilizar corretamente o tempo que seu ortodontista achar necessário.

No dia da remoção do aparelho, o ortodontista realizará uma moldagem dos dentes o qual permitirá que as contenções sejam confeccionadas. Na maxila (arco dentário superior) a contenção mais comumente utilizada é uma placa removível confeccionada com acrílico, sustentada por segmentos de fio ortodôntico de grosso calibre. A contenção mais conhecida é denominada de Placa de Hawley. Esta contenção pode ser construída em vários modelos de acordo com a preferência do ortodontista.


2. Além de seguir rigorosamente as orientações do ortodontista, também é necessário dedicar alguns cuidados especiais com o aparelho de contenção, principalmente no que diz respeito à sua manutenção e higiene. Para isso você receberá uma “caixinha” para guardá-lo, pois a perda ou quebra poderá comprometer o resultado desta fase pós-tratamento. A higienização adequada do seu aparelho também é fundamental, portanto, nunca esqueça de limpá-lo com escova e creme dental.

3. Já na mandíbula (arco dentário inferior), a contenção mais utilizada é fixa e é conhecida como 3x3. Este dispositivo é confeccionado com fio ortodôntico, o qual é contornado e colado à superfície lingual dos dentes ântero-inferiores (incisivos inferiores). A higienização deste tipo de contensor deve ser muito criteriosa e, caso ocorra o seu descolamento procure seu ortodontista rapidamente para realizar novamente a colagem. Normalmente esta contenção é mantida por um tempo maior que na maxila e só deve ser removida quando o ortodontista julgar necessário ou se o período de contenção tenha sido suficiente.


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A alimentação é um ponto muito importante a ser observado para quem usa o aparelho fixo. Existem alimentos que são totalmente contra-indicados, uma vez que podem quebrar o aparelho e, como conseqüência, machucar a boca e atrasar o tratamento ortodôntico.

1. Não devemos alterar toda a nossa alimentação simplesmente porque estamos de aparelho e sim evitar os alimentos duros e pegajosos, e não abusar daqueles que contém muito açúcar, pois podem causar cáries nos dentes.

Alguns alimentos deverão ser eliminados do nosso cardápio como exemplo: balas, goma de mascar, pipoca, amendoim, etc.

2. Com relação aos aparelhos removíveis, devemos chamar a atenção para a maneira correta de guardá-los. A caixa plástica, fornecida pelo seu ortodontista, é o lugar ideal para guardar os aparelhos removíveis.

Enquanto os aparelhos removíveis não estiverem na boca, estes nunca deverão ser colocados no bolso, em cima da geladeira ou embrulhados em guardanapos, evitando assim, perdas ou quebras desnecessárias.

3. Se por acaso o aparelho quebrar, procure rapidamente o seu ortodontista, uma vez que só ele terá condições de ajustá-lo. Não tente arrumá-lo sozinho.


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1. Na fase da Dentadura Decídua, caracterizada pela presença dos dentes de leite (que recebem este nome devido a coloração branca), a criança deverá apresentar 20 dentes, sendo que estes “aparecem” inicialmente na boca aos 6/8 meses e terminam o seu nascimento aos 3 anos de idade (fase ativa). Daí até os 6 anos, a criança passa por um estágio sem grandes alterações bucais (fase passiva). Nesta época, a face (rosto) das crianças apresenta-se suavemente convexa.

2. Geralmente os primeiros dentes são os incisivos centrais (6/8 meses) e incisivos laterais (7/8 meses), para posterior irrupção dos primeiros molares (12/14 meses), caninos (16/20 meses) e segundos molares (20/30meses).

3. Uma característica marcante é a presença dos “Espaços Primatas”, que são espaços geralmente vistos entre os incisivos laterais e os caninos no arco superior e entre os caninos e os 1os molares no arco inferior.

4. A presença ou a ausência de espaços na região anterior (da frente) também é considerada normal.

5. Para uma análise final e precisa, observa-se a porção de trás dos últimos dentes (distal dos segundos molares decíduos). Como ilustra a figura, esta deverá apresentar o chamado Plano Terminal Reto, ou seja, uma coincidindo com a outra.


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1. Os dentes necessitam da aplicação de uma força para serem movimentados, entretanto, algumas vezes o ortodontista necessitará de outros recursos para que a correção ortodôntica ocorra.

Vários são os recursos empregados na Ortodontia, dentre os quais destacamos os elásticos que podem ser classificados em intermaxilares, intramaxilares e extrabucais.

2. Os elásticos são acessórios utilizados durante várias fases do tratamento, principalmente ao final da terapia que, para serem efetivos, necessitam da colaboração com relação ao uso. Devido à sua importância, algumas recomendações dadas pelos ortodontistas são fundamentais para que o resultado do tratamento seja satisfatório. Além da cooperação, os elásticos deverão ser trocados regularmente e só deverão ser removidos durante a escovação e esporadicamente ao realizar as refeições.

Quanto maior a disciplina em utilizar adequadamente os elásticos, mais rápido os resultados aparecerão.


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A limpeza dever ser feita sempre após as refeições. As escovas ortodônticas são ideais para este tipo de aparelho. Além disto, o fio dental é muito importante nesta limpeza. Os passos da escovação são simples e rápidos. Faça a escovação com o auxílio de um espelho para verificar se os dentes estão ficando bem limpos.

1. Enquanto estiver usando aparelho fixo, o uso do fio dental continuará a ser necessário. Para que a limpeza seja eficaz, utilize sempre o passa-fio, para a retirada de restos alimentares presentes entre os dentes.

2. Para limpar a parte superior dos dentes, use creme dental e faça movimentos com a escova de "cima para baixo" nos dentes superiores e de "baixo para cima" nos dentes inferiores. Depois feche os dentes e faça movimentos circulares (bolinha) para completar a escovação. Lembre-se de nunca forçar ao escovar os dentes, pois pode machucar a gengiva e quebrar o aparelho.

3. Com movimentos de "vai-e-vem", como indicado na figura, capriche na escovação da face oclusal dos seus dentes. Só para lembrar: a escova deve ser trocada no máximo a cada 3 meses.

4. Para completar a limpeza dos dentes e do aparelho, use a escova unitufo entre os dentes e ao redor dos braquetes.


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1. Os dentes superiores devem cobrir os dentes inferiores para que a “mordida” (oclusão) seja satisfatória. Isto só acontece quando existe um equilíbrio em todo o sistema de mastigação (parte interna e externa). Qualquer alteração na harmonia entre lábios, dentes, língua e músculos da face, pode acarretar em uma alteração dentária ou esquelética. Este equilíbrio pode ser alterado pelos hábitos bucais, como a respiração bucal, interposição lingual e os hábitos de sucção.

2. Os hábitos bucais, como a sucção digital e a sucção de chupeta “quebram” o equilíbrio e podem provocar uma má oclusão denominada de Mordida Aberta Anterior, na qual os dentes superiores não “cobrem” os dentes inferiores.

3. Estes hábitos deverem ser tratados a partir dos cinco anos de idade, com a instalação de aparelhos removíveis ou fixos. Os desenhos ilustram uma Placa com Grade Removível, que atua impedindo o hábito e conseqüentemente “fechando” a mordida.

4. A Grade Palatina Fixa tem a mesma atuação que a placa removível, porém, não depende da colaboração do paciente.


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O período da dentadura mista é caracterizado pela presença tanto de dentes de leite como de dentes permanentes simultaneamente na boca e, geralmente, se inicia aos 6 anos de idade.

Os dentes permanentes, que ocupam o mesmo lugar dos dentes de leite, são chamados dentes sucessores. Os dentes permanentes que “nascem” atrás dos de leite são os primeiros molares permanentes.

1. A figura mostra a presença dos incisivos, dos primeiros molares permanentes, dos caninos e dos molares de leite numa arcada normal e bem desenvolvida.

2. Às vezes, pode ocorrer falta de espaço para que os incisivos permanentes apareçam bem alinhados na boca. Em alguns casos, é necessário o uso de aparelhos de correção, em outros, os dentes podem se alinhar espontaneamente com o passar do tempo.

3. A presença de um espaço entre os incisivos superiores é uma característica normal desta etapa do desenvolvimento e é chamada de “fase do patinho feio”. Este espaço se fechará na época do nascimento dos caninos permanentes.

4. Os caninos permanentes e os pré-molares estão sendo formados abaixo dos dentes de leite.

5. A dentadura permanente se completa quando todos os dentes de leite já “caíram” e os permanentes “nasceram”, cada um em seu lugar. Colaborar para que este processo seja harmonioso é a função do seu ortodontista.

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A maior parte dos dentes permanentes nasce até os 12/13 anos de idade totalizando 28 dentes. Inicialmente nascem os primeiros molares e os incisivos centrais e laterais (6 anos). Depois disto, por volta dos 10/13 anos, nascem os caninos, primeiros e segundos pré-molares e segundos molares. A época de aparecimento dos terceiros molares (dentes do siso) varia muito de paciente para paciente, mas geralmente está por volta dos 18/20 anos de idade. Portanto, a dentadura permanente normalmente apresenta 32 dentes.

1. Em decorrência da evolução da espécie humana, alguns dentes permanentes podem apresentar uma diminuição de tamanho ou estarem ausentes. Os dentes mais acometidos são os terceiros molares, os segundos pré-molares inferiores e os incisivos laterais superiores.

2. Olhando de frente, os dentes superiores devem cobrir os inferiores por volta de 2/3mm, e a linha que une os dois incisivos centrais superiores deve coincidir com a linha inferior (Linhas Médias Coincidentes);

3. Outro ponto a ser observado é a mordida na região de trás da boca, ou seja, como os dentes superiores ocluem com os inferiores. Esta relação de primeiros molares, pré-molares e caninos deve seguir o padrão visto nas figuras;

4. Cada dente apresenta uma posição ideal, sem rotações e espaços entre eles. Estas são as características de normalidade de uma oclusão permanente e também os objetivos finais da maioria dos tratamentos ortodônticos.


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Má-oclusão classe II, 2

 

 

Foto inicial: tratamento sem extraçao dentaria paciente E.W. 9 anos com presença de apinhamento dentario sendo diagnosticado uma ma oclusao do tipo classe II,2.

Foto final: Conclusao do tratamento com a correçao da ma oclusao e do apinhamento dentario.